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PROTOCOLOS EM ORTODONTIA: diagnóstico, planejamento e mecânica

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PROTOCOLOS EM ORTODONTIA: diagnóstico, planejamento e mecânica

Cláudio R.Azenha
Eduardo Macluf Filho

Ortodontia
ESPECIALIDADE: Ortodontia
IDIOMA: Português
CAPA: Dura
EDIÇÃO: 1ª - ANO: 2008
ISBN: 978-85-60842-07-0
468 Páginas | 27 x 27 cm | CD ROM
1213 Fotos | 355 Ilustrações

 

 

SUMÁRIO
PARTE 1 – Diagnóstico
– Introdução

– Exame clínico
Anamnese
Exame facial
Palpação muscular e articular
Exame intrabucal

– Exames complementares
Radiografias
Fotografias
Modelos montados em articulador
Tomada do arco facial
Registro clínico da relação cêntrica
Articulador
Principais indicações para montagem em articulador

– Elaboração do diagnóstico facial
Padrão facial
Tipologia facial
Alterações verticais
Alterações no plano frontal
Alterações no plano sagital
Análise da estética do sorriso
Posição horizontal da maxila na análise de Andrews

– Elaboração do diagnóstico esquelético
Desenho anatômico
Análise cefalométrica de Björk-Jarabak
Análise cefalométrica de Ricketts (norma lateral)
Medidas complementares
Síntese das análises
Posição natural da cabeça/vertical verdadeira
Análise de Jarabak com horizontal verdadeira

– Elaboração do diagnóstico dentário
Classificação de Angle
Seis chaves para a oclusão normal (ótima) - Andrews
Análise de modelos
Análise Transversal
Discrepância dentária
Análise de Bolton

– Elaboração do diagnóstico funcional
Conceitos de oclusão
Respiração, deglutição, fonação e hábitos bucais

PARTE 2 – Planejamento
– Objetivos de tratamento
Objetivos gerais ideais de tratamento
Objetivos individuais relacionados à queixa principal

– Planejamento da mecânica
Discrepância total da arcada inferior
Critérios para definir extrações
Mini-VTO dentário com perfil mole
Proposta de movimentação
Caso clínico

PARTE 3 – Tratamento de primeira fase
– Tipos de aparelhos
Ortopedia Funcional dos Maxilares
Ortodontia

– Protocolos de tratamento de primeira fase

PARTE 4 – Tratamento de segunda fase
– O Straight Wire
Introdução
Prescrições

– O porquê da técnica MBT
O MBT
Resumo e conclusão

– Seqüência da mecânica
Montagem do aparelho
Ancoragem
Alinhamento e nivelamento – correção do overbite
Fechamento de espaços – correção do overjet
Renivelamento, finalização, intercuspidação
Remoção / Contenção
Recidiva

– Ajuste oclusal
Técnica de ajuste oclusal

– Protocolos de tratamento de segunda fase
Nossos protocolos quanto à decisão das extrações

– Cirurgia ortognática
Objetivos do tratamento conjugado de Ortodontia e Cirurgia Ortognática
Osteotomias e métodos de fixação
Ortodontia pré-operatória
Casos clínicos

Bibliografia
 
TEXTO DO AUTOR
Ao recebermos um paciente em nosso consultório, devemos pensar que, naquele momento, este deposita em nós toda sua confiança. E o que devemos oferecer em troca é todo nosso conhecimento passado, de forma clara e objetiva. Ao criarmos protocolos de trabalho, do diagnóstico ao tratamento, estaremos organizando nossas idéias e, com certeza, transmitindo as informações com segurança, o que justamente reforça a relação de confiança, que foi o ponto de partida.

Nós sabemos que ao lidar com seres humanos teremos inúmeras variações possíveis e que para muita gente criar protocolos significa criar “receitas de bolo”, deixando de lado a individualização de cada caso. Porém, tão importante quanto encarar o indivíduo como único é tentar enxergar características que o façam ser enquadrado em um grupo, para que possamos oferecer a ele um plano de tratamento com determinada previsibilidade de tempo e resultados.

O uso de protocolos, além de dar segurança ao paciente, facilita o trabalho de equipe, permitindo que se delegue mais. O ortodontista passa mais a gerenciar, usando seu tempo na parte mais importante, que é o estudo dos casos.
Então, para esse paciente que chega, temos que estabelecer o diagnóstico, que nada mais é do que listar os problemas, da maneira mais ampla possível. Traçar nossos objetivos de tratamento, nossas metas, nunca nos esquecendo do item mais importante, que é a queixa principal, o que o trouxe até nós. E, finalmente, criar um plano de tratamento, que ao ser executado, nos permita atingir nossas metas definidas anteriormente.

Nessa seqüência de raciocínio, é fundamental salientar que no diagnóstico devemos ser os mais rigorosos possíveis, informando ao paciente de tudo o que for relevante. Muitas vezes, os pacientes têm determinadas queixas que não se manifestam inicialmente, e que surgem ao longo do tratamento, o que chamamos “mudança de queixa principal”. Na verdade, na maioria das vezes, são problemas preexistentes, que não eram percebidos anteriormente ou eram secundários. A obrigação de enxergar e listar os problemas é do profissional. Arnett cita que “tratamos aquilo que fomos educados a enxergar, então, quanto mais enxergarmos, melhor trataremos nossos pacientes”.

Definir o “quanto” tratar, que são as metas, é uma combinação das opiniões do paciente e do profissional. O paciente informando de maneira clara suas queixas. O profissional, com seu conhecimento técnico e experiência, avaliando quais objetivos são fundamentais. Muitas vezes, para atingirmos os objetivos ideais, somos obrigados a lançar mão de planos de tratamento mais invasivos, o que nem sempre é aceito pelo paciente. Porém, devemos tomar cuidado, pois, ao sermos demasiadamente minimalistas, muitas vezes comprometemos os resultados, o que também não será aceito pelo paciente ao final do tratamento.

Esse equilíbrio entre o ideal e o real estabelece como trataremos esse paciente. Por exemplo, num determinado caso podemos tratar executando desde um simples alinhamento de dentes, sem nos preocuparmos com nenhum outro fator, até um tratamento com exodontias e cirurgia ortognática. Uma vez que você trace seus objetivos, seu sucesso de tratamento será atingi-los. O principal item, para isso tudo, chama-se bom senso. Toda vez que propusermos um tratamento considerado mais invasivo ou radical devemos pensar que, se fosse alguém próximo de nossa família, se também iríamos pelo mesmo caminho, assim como, ao escolhermos um tratamento simplista, se o desejaríamos em nossas próprias bocas, mesmo sabendo dos resultados comprometidos. Na verdade, devemos expor com clareza todas as opções ao paciente, com suas vantagens e desvantagens e deixar que ele decida.

Dentro desse raciocínio, criamos o lema:

“Radicalismo no Diagnóstico, Liberdade no Tratamento”.

Este livro está dividido em 4 partes: Diagnóstico, Objetivos e Plano de Tratamento, Tratamento de Primeira Fase e Tratamento de Segunda Fase, sempre que possível estabelecendo protocolos.

Na primeira parte, Diagnóstico, veremos que mais importante do que uma grande quantidade de informações será sua qualidade. Em cada item trabalharemos com o que realmente interessa, por exemplo, utilizando a análise facial e cefalométrica de maneira resumida.

Na segunda parte, Objetivos e Plano de Tratamento, demonstraremos, através de exemplos clínicos, como unimos as informações de diagnóstico e os objetivos de tratamento, para fazermos a transição para a escolha da mecânica de tratamento, procurando visualizar os resultados finais.

Na terceira parte, Tratamento de Primeira Fase, explicaremos, usando protocolos, quando, como e por quanto tempo tratamos nossos pacientes mais jovens, utilizando-se tanto de recursos ortopédicos mecânicos como ortopedia funcional.

E, na quarta parte, Tratamento de Segunda Fase, exporemos a mecânica ortodôntica de nosso dia-a-dia, que se baseia principalmente no Straight-Wire MBT (técnica preconizada pelos profs. McLaughlin, Bennett e Trevisi) com algumas modificações e no uso associado de recursos de técnicas segmentadas. Abordamos também alguns protocolos de tratamento para os pacientes adolescentes e adultos. O ajuste oclusal também é descutido, apresentando uma técnica essencialmente clínica. Fechamos o livro com um tema atual e importantíssimo, Cirurgia ortognática, brilhantemente explorado pelo Dr. Fernando CesarDavanzo, que pontua de maneira clara e objetiva os principais itens que o ortodontista deve saber.

O principal objetivo não é criar novos conceitos, mas organizar as idéias.

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